Watson recomendou tratamentos de câncer ‘inseguros e incorretos’, mostra documentos internos

Esse foi o título, em tradução livre, de um artigo do The Verge. “Em 2012, o Memorial Sloan Kettering Cancer Center fechou uma parceria com a IBM para treinar o Watson para diagnosticar e tratar pacientes com câncer. Mas, de acordo com documentos datados de 2017, o supercomputador, frequentemente, dava maus conselhos, como um tratamento para um paciente com sangramento, que a droga poderia piorar ainda mais esse sangramento”.

Esse foi um trecho, em tradução livre, do artigo, porém logo depois, entre 2,349parênteses tem “um porta-voz do Memorial Sloan Kettering disse que foi para um paciente hipotético e não para um paciente real”.

Como tenho andado em várias empresas mostrar como a IA pode ajudá-las e, principalmente, como implementá-las aos processos com o mínimo de impacto negativo, percebo que geralmente as pessoas de dividem em dois grupos:

  • Gestores: pensam que IA é mágica e que, finalmente, vão se livrar dos funcionários.
  • Funcionários: que perderão os empregos porque o IA faz tudo, melhor e mais rápido.

Sinto decepcioná-los, mas não é bem assim. Conceitualmente, existem dois tipos de IA, que, de modo bem simplista são:

  • Forte: uma IA que é capaz de fazer tudo como ter consciência e exterminar os seres humanos. Ou seja, IA que só existem em filmes.
  • Fraca: é a IA que existe atualmente, por exemplo, a Deep Blue foi capaz de ganhar do Kasparov no xadrez, mas ela é incapaz de jogar damas. A máquina foi treinada para aprender um único domínio de conhecimento, que, no caso é xadrez, e seu aprendizado ‘morre’ nesse domínio.

Para se implementar com sucesso uma abordagem IA, é necessário envolver departamentos, setores ou pessoas que tenham domínio do conhecimento em questão.

A IA irá se desenvolver com base no conhecimento que foi ensinada. Se ela for ensinada de forma errada, irá errar com uma rapidez e precisão enorme. Esse processo de organizar as informações a serem ensinadas para a IA chama-se curadoria (uma nova profissão a caminho ;)

No caso do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, para testar a ferramenta, ela foi treinada com dados falsos o que resultou em diagnósticos de acordo com as informações do “paciente”.

Ah, sei que é mimimi, mas IBM Watson não é um computador ;)

A Zona Azul digital começa a valer em Fortaleza

Hoje, 16 de agosto de 2018, começa a funcionar a Zona Azul Digital em Fortaleza. Os cartões de papel irão funcionar até o final do ano. Atualmente 7 aplicativos estão estão credenciados e já estão disponíveis na App Store e Google Play.

Como comecei a desenvolver apps em 2010, e sempre me preocupei com a segurança onde eu já sabia que eram possível pegar diversos dados dos usuários sem os mesmo saberem.

Baixei três dos sete apps e o cadastro não é unificado. Qualquer estudante de informática aprende as regras de Normalização de Dados. E o pior, nossos dados pessoais (que torna possível que a pessoa seja identificada), sensíveis (que permite que alguém tire vantagem de outra) além dos metadados (que são gerados pelo usuário ao usar o serviço como localização, horário etc.) estarão em SETE lugares diferentes.

Como, analisando um dos apps da Zona Azul, achei chamadas para os domínios app-measurement.com que é da empresa https://www.markmonitor.com, Google Analytics e para a API da própria empresa desenvolvedora.

Além do app ser amigável e sem bugs, é fundamental que a segurança esteja intrínseca na arquitetura da solução. Alguém lembra desse caso? E pior, veja o que os usuários pensam dos app para iOS e para Android.

Outra, imagine você navegando e vê um anúncio “Baixe agora mesmo o App ZAF e tenha 50% de desconto”. Porém esse app tem o objetivo apenas de extorquir!!!

Reclamar é fácil, mas e a solução? Se o governo fosse sério, não iria repetir os mesmos erros de antigamente, onde temos um cadastro diferente para CPF, RG regionais, CNH, título de eleitor e até contas bancárias e de água e luz. Mas isso dá trabalho, você me diria. E eu responderia: “Sim, realmente dá muito trabalho, mas afinal, o governo nos custa R$ 3.700.000.000.000 anualmente para que cuide da gente, ou não?!?!

Como um Registro Eletrônico de Saúde mal desenhado pode colocar pacientes em risco

Uma análise dos riscos de segurança na Pensilvânia e no Médio Atlântico encontrou erros médicos ligados a registros eletrônicos de saúde.

As interfaces desajeitadas dos registros eletrônicos de saúde não são apenas uma dor para os médicos trabalharem – eles também podem ocasionalmente colocar em risco os pacientes, diz uma nova pesquisa.

Uma equipe de pesquisadores da MedStar, um sistema de saúde sem fins lucrativos com sede em Maryland, coletou quase 2 milhões de relatórios de riscos de segurança de clínicas na Pensilvânia e na região do Médio Atlântico. Destes, 557 disseram explicitamente que um problema com os registros eletrônicos de saúde colocou um paciente em perigo, de acordo com o artigo publicado ontem no Journal of American Medical Association.

Os registros eletrônicos de saúde, ou RESs, são prontuários médicos digitalizados que incluem informações importantes sobre o histórico, os medicamentos, as alergias e as visitas anteriores de um paciente. Eles devem reunir a imagem geral da saúde de um paciente, simplificando os cuidados, de acordo com os Centers for Medicare & Medicaid Services. Embora o sistema tenha reduzido certos tipos de erros de medicação em comparação com os prontuários médicos, os médicos também relatam que tentar operar o software difícil é frustrante, afirma Raj Ratwani, diretor científico do MedStar’s National Center for Human Factors in Healthcare e principal autor do estudo.

“REGISTROS MELHOR DESENHADOS PODEM MELHORAR AINDA MAIS AS COISAS.”

“Está claro que a introdução de registros eletrônicos de saúde não está piorando as coisas ao longo do tempo”, diz David Blumenthal, presidente da filantropia do Commonwealth Fund e ex-coordenador nacional de tecnologia da informação em saúde no governo do Barack Obama. “Mas acho que registros melhor desenhados podem melhorar ainda mais as coisas”, diz Blumenthal, que não esteve envolvido no estudo.

A equipe de Ratwani começou a descobrir como exatamente os RESs poderiam melhorar ao descobrir como eles falharam. Eles analisaram os riscos de segurança auto-relatados por médicos e enfermeiras que vão desde erros que exigiram uma vigilância de perto em seus pacientes (84%), para aqueles que ameaçavam a vida dos pacientes (menos de 1%). Alguns dos erros tinham a ver com a interface do RES, o que dificultou a entrada de dados com precisão pelos médicos, diz Ratwani.

Em um caso, o RES permitiu que um clínico registrasse o peso de uma criança em quilogramas em vez de em libras, o que poderia levar a overdoses perigosos de medicamentos que são medidos em peso. Em outros casos, o RES não conseguiu alertar médicos e enfermeiros para condições de risco de vida, como alergias a drogas como a penicilina; teoricamente, os RESs devem alertar os clínicos para a alergia quando estiverem tentando prescrever o medicamento. O problema é que, com os RESs mal projetados, diz Ratwani, “o recurso de alerta pode não funcionar ou o alerta pode não estar claro e, na verdade, não transmite a mensagem principal ao provedor de uma maneira que possa ser usada”.

“O RECURSO ALERTA PODE NÃO FUNCIONAR.”

No geral, cerca de 0,03% dos erros podem estar ligados aos RESs, diz o estudo. Esses erros foram auto-reportados, então eles podem não representar toda a gama de erros, diz Blumenthal. Embora este estudo mostre que os registros eletrônicos de saúde estão associados a erros médicos, Blumenthal diz que “eles constituem um número muito pequeno de relatos de erros, o que é reconfortante. E houve relativamente poucos relatos de problemas muito sérios ”.

Ainda assim, essa pequena porcentagem é quase certamente subestimado, Ratwani diz: a maior parte dos relatórios de segurança do paciente foram de 571 clínicas no estado da Pensilvânia. Assim, mais exemplos podem ser encontrados se a pesquisa for ampliada em todo o país, diz ele. Além disso, a equipe buscou especificamente relatórios de segurança do paciente que nomeassem explicitamente um dos cinco principais fornecedores de registros eletrônicos de saúde ou um de seus produtos. “Mas não é natural que as pessoas relatem dessa maneira”, diz Ratwani. “Eles estão focados no que aconteceu com o paciente e nos detalhes sobre o paciente. Eles não estão focados em nomear o produto.”

Então, qual é a solução? Um que já está em vigor é ter profissionais treinados para detectarem erros nos RESs, diz Ratwani. Mas ainda há erros que podem passar despercebidos, que os pacientes pudessem ter fácil acesso às suas informações de saúde. Isso é algo que a Apple está trabalhando para melhorar. Em janeiro de 2018, a empresa de tecnologia com o iOS 11.3 beta, que faz registros médicas disponíveis no aplicativo iPhone Health. “Um paciente envolvido é um paciente seguro”, diz Ratwani. E em junho de 2018, a empresa abriu a API para desenvolvedores.

“MELHORIA É SEMPRE NECESSÁRIA.”

Mas isso também não é uma solução completa ou de longo prazo. Fazer com que os pacientes tenham seus próprios registros médicos em seu dispositivo realmente não altera a maneira como os médicos interagem com os RESs no hospital, por exemplo, onde você pode não conseguir fisicamente retirar seu telefone e verificar o trabalho deles. “A solução a longo prazo é realmente que temos que nos concentrar na usabilidade e segurança do RES em si, e não confiar aos pacientes que detectem esses problemas”, diz Ratwani.

Fonte: https://www.theverge.com/2018/3/28/17170830/electronic-health-records-ehr-software-design-medical-errors-patient-risk

Está na hora de robotizar os políticos?

Um artigo bem interessante publicado no The Economist, que nos leva a refletir se poderíamos “substituir políticos por robôs? A resposta é sim” (em tradução livre).

Em 2017, The Fourth Group uma organização que acredita que é possível criar um novo jeito de se fazer política, realizou um hackathon de dois dias onde  reuniu  programadores, designers, políticos e especialistas em política para construírem soluções.

A equipe vencedora foi a Civic Triage, que desenvolveu um chatbot cujo o objetivo seria substituir os encontros semanais entre membros do parlamentos e seus constituintes (conhecido como surgeries). Deu tanto certo que Liam Byrne, um deputado do Partido Trabalhista inglês, se reuniu com outros deputados para discutir o uso de chatbots para se envolver com cidadãos britânicos.

O uso de tecnologias só ajuda, políticos como o primeiro ministro da Índia, Narendra Modi e o ex-candidato a presidente da França, Jean-Luc Mélenchon usaram hologramas para falar com o público. E ajuda ainda mais a vencer eleições, como em 2016, onde candidatos dos EUA usaram mídia social para entregar diferentes mensagens para diferente eleitores.

Ainda segundo o artigo, tecnicamente é perfeitamente possível usar algoritmos para classificar, uma fez que eles podem ajudar a prever hábitos de voto a partir de gostos no Facebook (os amantes da música country nos Estados Unidos são mais propensos a serem republicanos, enquanto os fãs de Bob Marley são mais propensos a apoiar os democratas).

Já existem muitas ferramentas de inteligência artificial acessíveis a qualquer tamanho de empresa para auxiliar na tomada de decisão.  Lembrando que o objetivo nunca é substituir, mas empoderar o ser humano. Acontece que muitas empresas desconhecem da existências dessa ferramentas e quando a concorrência beta à porta, às vezes, pode ser tarde demais.

As novas iniciativas da IBM, Project Debater  e do Google, o  Duplex, nos mostram que o IA, mesmo tendo muito chão pela frente, já é capaz de fazer coisas espetaculares, mas no fim, a IH (Inteligência Humana) é que sempre será a base do progresso.

Ah! Aqui no Brasil, todos sabemos que 99% dos políticos, juízes e membros da esfera pública sempre foram robôs, e da Skynet.

Veja o artigo completo em https://www.economist.com/open-future/2018/07/31/is-it-time-to-automate-politicians

GUIA COMPLETO – WhatsApp finalmente lança API pública

Hoje, 1º de agosto de 2018, finalmente o WhatsApp anuncia (veja aqui) como funcionará a API pública, que é um modo de permitir que mensagens sejam trocadas automaticamente com as pessoas. Se sua empresa for de médio ou grande porte, basta fazer o cadastro e esperar que o WhatsApp entre em contato. Caso contrário, terá que se contentar com o WhatsApp Business. Simples assim e já pode parar de ler. Mas caso queira saber mais…

Mas ai você me pergunta: “Mas várias empresas já usam isso, inclusive a minha”. Então eu digo: “Calma lá, meu amigo, vamos por partes ;)”. O WhatsApp Web foi lançado em 2015 e, como 99,99999% de “sistemas” que funcionam online, cloud etc., usa APIs. E claro, foi questão de tempo para que pessoas conseguissem ‘crackear’ e criar ‘programas’ que facilitasse a troca automática de mensagens pelo app. No Github (peça ajuda a um programador, caso você não seja. Ah, e qualquer um que se diz programador tem que saber, obrigatoriamente sobre o Github e Stackoveflow )

Lembra da famosa história da Fórmula Secreta da Coca-Cola? Então, nem a fórmula e nem o exército de advogados que irão processar usted, su mama, su papa, su hermanito, su aquela (só os fortes entenderão essa referência :)

O WhatsApp também tem o seu ‘segredo’ que chama-se Informação Legal e no item (e) especificamente sobre mensagens em massa / automática. A punição é bloqueio do número de telefone. Se qualquer forma não é bom vincular a imagem da sua empresa a está ‘crackeando’ sistemas.

“Uso lícito e aceitável. Os nossos Serviços têm que ser acessados e utilizados somente para fins lícitos, autorizados e aceitáveis. Você não usará (ou ajudará outras pessoas a usar) nossos Serviços: (a) de forma a violar, apropriar-se indevidamente ou infringir direitos do WhatsApp, dos nossos usuários ou de terceiros, inclusive direitos de privacidade, de publicidade, de propriedade intelectual ou outros direitos de propriedade; (b) de forma ilícita, obscena, difamatória, ameaçadora, intimidadora, assediante, odiosa, ofensiva em termos raciais ou étnicos, ou instigue ou encoraje condutas que sejam ilícitas ou inadequadas, inclusive a incitação a crimes violentos; (c) envolvendo declarações falsas, incorretas ou enganosas; (d) para se passar por outrem; (e) para enviar comunicações ilícitas ou não permitidas, mensagens em massa, mensagens automáticas, ligações automáticas e afins; ou (f) de forma a envolver o uso não pessoal dos nossos Serviços, a menos que esteja autorizado por nós.”

Mas o WhatsApp nunca bloqueou o uso “ilícito” por terceiros e, no meu ponto de vista, foi uma sábia decisão. Como qualquer outra ferramenta, soluções tecnologias são pensada para ajudar, porém quanto algumas dezenas pessoas pensam em como trazer benefícios, milhares pensam em como usar essa mesma ferramenta para ‘machucar’ aos outros.

Recentemente, um amigo me mandou umas screenshots  (veja imagem ao lado) que eram um ‘atendimento automático para golpes’. Sinceramente não tive como checar a veracidade, mas é perfeitamente possível que isso aconteça. Então todo cuidado é pouco por parte do WhatsApp.

No começo de 2018, a Via Varejo (empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio) foi convidada a testar uma integração de seus sistemas com o WhatsApp. Atualmente a Sympla, Banco do Brasil, Magazine Luiza e Bradesco também estão em testes.

E visando garantir o bem-estar do usuário, algumas medidas já vem sendo adotada. Veja nas imagens abaixo, por exemplo, as mensagens que aparecem ao ser adicionado um perfil comercial. Pena que brasileiro não gosta de ler :(

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Visando de proteger legalmente dos processos (todos sabemos que nos EUA isso funciona), enquanto ela não tivesse convicção (não sei porque essa palavra me lembra de um político) de que seria seguro abrir o uso de mensagens automática à todos, ela não abriu oficialmente tal possibilidade, mas deixou que terceiros fizessem para que pudesse ter feedbacks.

Vou terminando por aqui, se quiser saber ainda mais, o Google é seu amigo ;)

Conheça Elizabeth Holmes, considerada o Steve Jobs de saias

Elizabeth Holmes, 34 anos, é uma celebridade no Vale do Silício. Considerada o Steve Jobs de saias está sendo processada e se condenada, pode pegar 20 anos de reclusão. Acusação: fraude. Criou um Theranos, uma startup que levantou 1 bilhão de dólares e a empresa chegou a vales U$ 9 bilhões com um produto que simplesmente, nunca funcionou.
Essa aparelho portátil prometia fazer centenas dos principais exames com apenas uma única gota de sangue.

Essa aí põe a Bel Pesce e o Eike Batista no bolso…

Veja a matéria completa aqui.

Até o final do século 20, só consegui ser uma grande empresa vendendo produtos físicos. Então punhado de empresas conseguiram entrar pra lista de top #20 da Forbes vendendo produtos digitais.

Como em qualquer ramos, do futebol, show business etc, poucos conseguem chegar lá. E atualmente está na moda investir em startups pensando que basta colocar dinheiro que o resto acontece só. E quando aparece algum startapeiro sem escrúpulos, faz a festa. Veja o caso do Marcelo Rocha.

Quanto mais você usar, melhor fica!

A Siri foi incorporada ao iOS 5 (2012) e somente no iOS 8.3 (2015) ganhou a versão tem português. Desde então quando falo da Siri, a resposta mais comum era de que não a usava porque ela não entendia direito. Naquela época, usuários não tinha conhecimento de como inteligência artificial funcionava e muito menos da premissa básica: quanto mais se usa, mais melhora!

The Loup Ventures fez uma teste de QI na Siri (Apple), Google Assistant (Google), Alexa (Amazon) e Cortana (Microsoft), e claro, tudo em inglês. Veja o resultado aqui.

Startup cria solução de gerenciamento de pacientes com doenças crônicas

Foco é medicina preventiva, com ações antecipadas para prevenir doenças; novidade será apresentada na Hospitalar 2018

[fusion_dropcap boxed=”yes” boxed_radius=”6px” class=”” id=”” color=””]O[/fusion_dropcap]s pacientes crônicos representam a maior parte dos custos da saúde no Brasil. Segundo dados do IBGE, 40% dos brasileiros têm alguma doença crônica como hipertensão, problemas na coluna, colesterol, depressão, diabetes, asma e bronquite, entre outras. Os doentes crônicos exigem cada vez mais exames, medicamentos e procedimentos médicos cada vez mais complexos e caros. O impacto dessas doenças vem refletindo inclusive no cenário econômico nacional, uma vez que atingem a população economicamente ativa (acima de 45 anos).

Para o médico angiologista e cirurgião vascular Rogério Sakuma, este é um cenário de que deve mudar. “A lógica do sistema de saúde no Brasil é pautada pelo ciclo de tratamento das doenças, não da prevenção. Tratar a doença só faz encarecer ainda mais o custo da saúde. Por isso, inverter esse modelo é fundamental para assegurar mais qualidade de vida aos idosos e bem-estar da população”, considera.

Como uma estratégia de combate e prevenção das doenças crônicas, o médico se juntou a uma equipe de programadores e criou o sistema MedMobi crônicos, uma solução para o gerenciamento de doenças crônicas. O sistema é uma ferramenta de controle e análise do paciente, permitindo o registro de informações e históricos clínicos e gerando alertas, o que permite à equipe médica o acompanhamento e a tomada de decisão mais rápida e eficaz, ficando o registro no sistema.

A solução pode ser usada também para monitorar o paciente que não tem nenhuma doença crônica constatada. Como o objetivo é a prevenção, o sistema permite diagnosticar a doença em fase inicial e ainda assintomática, a partir da integração dos dados. Ao garantir maior interação como paciente, o monitoramento dos usuários permite agir preventivamente ao menor sinal de intercorrência, prevenir recorrências e controlar e estabilizar sintomas.

“A integração de dados é o futuro da medicina em todo o mundo, uma tendência global que já começou a mostrar os melhores resultados onde está sendo aplicada. O monitoramento de doenças crônicas com o uso de tecnologia integrada, possibilita o armazenamento de informações sobre a saúde do paciente de forma a permitir prognósticos muito mais assertivos e rápidos”, conclui.

Veja mais em https://www.terra.com.br/noticias/dino/startup-cria-solucao-de-gerenciamento-de-pacientes-com-doencas-cronicas,820310d6b54b1c8e439de7c1363e0674wn2gcem1.html

Comoditização das ferramentas

[fusion_dropcap boxed=”yes” boxed_radius=”6px” class=”” id=”” color=””]A[/fusion_dropcap] IBM está trabalhando ferozmente nessa corrida armamentista, ops, de Inteligência Artificial. Em poucos mais de três anos, ocorreram grandes mudanças nas funcionalidade, no design das páginas e até menos nos nomes dos produtos. Por exemplo, o Watson Assistant, era Watson Conversation e antes, Dialog… Mas de modo algum vejo isso como problema, muito pelo contrário.

Por volta de 12.500 mil atrás, o homem deixou de ser nômade para ser sedentário e percebeu que o acúmulo dos excedentes significava poder. Isso permitiu que grupos exercessem dominação sobres outros, que a alternância das classes durante a civilização mostra, como formas de governo, religiões, e sistemas econômicos dentre outros, mas isso será assunto pra outro post.

As Companhias das Índias Orientais foram criadas a partir de 1600 e são consideradas as primeiras empresas do mundo. Esse modelo é usado até os dias atuais e agem, praticamente, do mesmo jeito: alguém tem uma ideia para ganhar dinheiro; porém precisa de dinheiro; convence alguém que tem muito dinheiro, para emprestar um pouco de dinheiro para que ganhe mais dinheiro. Simples assim #sqn.

O dinheiro é uma forma de “comprar” recursos, sejam pessoas como materiais. Para que gerem mais riquezas e o excedente fique com alguém (eu já li isso em algum lugar :)
Assim, quem fosse dono dos meios de produção (ferramentas e espaço físico) tinha a garantia de ganhar mais dinheiro. Acontece no século que estamos vivendo, a cada dia, ferramentas estão sendo comoditizadas, já que a maioria do produto dos nossos trabalhos agora é digital e não mais físico.

Por isso, hoje, é muito fácil criar uma startup. Temos acessos a ferramentas de ponta, basta uma ideia, um ‘computador’ com internet e suar muito, mas esse último requisito faz parte de qualquer trabalho ;)

A distância física deixou de ser um fator limitante, é perfeitamente possível trabalhar remoto, inclusive existem equipes que trabalham 24h por dia, só que elas estão espalhadas pelo mundo. Uma equipa faz sua parte e passa para a próxima equipe.

Pelo jeito que estamos caminho, um dos próximos passos será a criação de tribos, pelo menos até a próxima mudança.

 

Por Dairan