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GUIA COMPLETO – WhatsApp finalmente lança API pública

2 de agosto de 2018|

Hoje, 1º de agosto de 2018, finalmente o WhatsApp anuncia (veja aqui) como funcionará a API pública, que é um modo de permitir que mensagens sejam trocadas automaticamente com as pessoas. Se sua empresa for de médio ou grande porte, basta fazer o cadastro e esperar que o WhatsApp entre em contato. Caso contrário, terá que se contentar com o WhatsApp Business. Simples assim e já pode parar de ler. Mas caso queira saber mais…

Mas ai você me pergunta: “Mas várias empresas já usam isso, inclusive a minha”. Então eu digo: “Calma lá, meu amigo, vamos por partes ;)”. O WhatsApp Web foi lançado em 2015 e, como 99,99999% de “sistemas” que funcionam online, cloud etc., usa APIs. E claro, foi questão de tempo para que pessoas conseguissem ‘crackear’ e criar ‘programas’ que facilitasse a troca automática de mensagens pelo app. No Github (peça ajuda a um programador, caso você não seja. Ah, e qualquer um que se diz programador tem que saber, obrigatoriamente sobre o Github e Stackoveflow )

Lembra da famosa história da Fórmula Secreta da Coca-Cola? Então, nem a fórmula e nem o exército de advogados que irão processar usted, su mama, su papa, su hermanito, su aquela (só os fortes entenderão essa referência 🙂

O WhatsApp também tem o seu ‘segredo’ que chama-se Informação Legal e no item (e) especificamente sobre mensagens em massa / automática. A punição é bloqueio do número de telefone. Se qualquer forma não é bom vincular a imagem da sua empresa a está ‘crackeando’ sistemas.

“Uso lícito e aceitável. Os nossos Serviços têm que ser acessados e utilizados somente para fins lícitos, autorizados e aceitáveis. Você não usará (ou ajudará outras pessoas a usar) nossos Serviços: (a) de forma a violar, apropriar-se indevidamente ou infringir direitos do WhatsApp, dos nossos usuários ou de terceiros, inclusive direitos de privacidade, de publicidade, de propriedade intelectual ou outros direitos de propriedade; (b) de forma ilícita, obscena, difamatória, ameaçadora, intimidadora, assediante, odiosa, ofensiva em termos raciais ou étnicos, ou instigue ou encoraje condutas que sejam ilícitas ou inadequadas, inclusive a incitação a crimes violentos; (c) envolvendo declarações falsas, incorretas ou enganosas; (d) para se passar por outrem; (e) para enviar comunicações ilícitas ou não permitidas, mensagens em massa, mensagens automáticas, ligações automáticas e afins; ou (f) de forma a envolver o uso não pessoal dos nossos Serviços, a menos que esteja autorizado por nós.”

Mas o WhatsApp nunca bloqueou o uso “ilícito” por terceiros e, no meu ponto de vista, foi uma sábia decisão. Como qualquer outra ferramenta, soluções tecnologias são pensada para ajudar, porém quanto algumas dezenas pessoas pensam em como trazer benefícios, milhares pensam em como usar essa mesma ferramenta para ‘machucar’ aos outros.

Recentemente, um amigo me mandou umas screenshots  (veja imagem ao lado) que eram um ‘atendimento automático para golpes’. Sinceramente não tive como checar a veracidade, mas é perfeitamente possível que isso aconteça. Então todo cuidado é pouco por parte do WhatsApp.

No começo de 2018, a Via Varejo (empresa que administra as marcas Casas Bahia e Pontofrio) foi convidada a testar uma integração de seus sistemas com o WhatsApp. Atualmente a Sympla, Banco do Brasil, Magazine Luiza e Bradesco também estão em testes.

E visando garantir o bem-estar do usuário, algumas medidas já vem sendo adotada. Veja nas imagens abaixo, por exemplo, as mensagens que aparecem ao ser adicionado um perfil comercial. Pena que brasileiro não gosta de ler 🙁

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Visando de proteger legalmente dos processos (todos sabemos que nos EUA isso funciona), enquanto ela não tivesse convicção (não sei porque essa palavra me lembra de um político) de que seria seguro abrir o uso de mensagens automática à todos, ela não abriu oficialmente tal possibilidade, mas deixou que terceiros fizessem para que pudesse ter feedbacks.

Vou terminando por aqui, se quiser saber ainda mais, o Google é seu amigo 😉

Sobre o Autor:

Por conta do vício em tecnologia, sou chamado de usuário.... mas quem não é? Mas sóbrio o suficiente para saber que é apenas um meio. O que realmente importa é são resultados produzidos!