Revistas The Economist sobre o Brasil

A revista semanal foi fundada em 1843. Em julho de 1997, começou a publicar, também, em seu site (https://www.economist.com/printedition/covers). Naquele ano foram 13 edições e 51 nos anos seguintes o que totaliza 512 publicações.

O Brasil foi capa em 8 revistas, sendo:

  • 1 no governo FHC
  • 7 sobre governo PT (Lula e Dilma)
  • 1 sobre JAIR BOLSONARO

Abaixo fiz um compilado com:

  • Título original e a tradução.
  • Capa.
  • Trecho da matéria.
  • Link para o artigo original.
  • Link para algum artigo em português.

16/01/1999 – Storm clouds from Brazil (Nuvens de tempestade do Brasil)

Nesse ponto, a única pergunta persegue investidores e formuladores de políticas. Será que uma desvalorização brasileira precipitará o colapso financeiro global? Há apenas três meses, quando os mercados estavam mais agitados, parecia uma forte possibilidade. Depende ou não de outras duas questões. O Brasil será capaz de controlar essa desvalorização, reconquistar a confiança do investidor e continuar com suas reformas econômicas – ou descerá ao caos ao estilo asiático? E o resto do mundo reagirá com calma ou em pânico?

ORIGINAL: https://www.economist.com/leaders/1999/01/14/storm-clouds-from-brazil

05/10/2002 – The meaning of Lula (O significado de Lula)

“A primeira coisa a dizer é que a vitória do Sr. da Silva seria um triunfo para a democracria brasileira” (tradução livre)

ORIGINAL: https://www.economist.com/news/leaders/1365282-good-latin-american-democracy-how-good-brazil-meaning-lula

PORTUGUÊS: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2002/021003_economistdi.shtml

30/09/2006 – Who leads Latin America? (Quem lidera a América Latina?)

A revista diz que outros dois fatores estão prejudicando o “brilho” de Lula: o agravamento da corrupção política – citando os casos do mensalão, do dossiê e das suspeitas que recaem sobre o ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci – e a “decepção” da economia.

ORIGINAL: https://www.economist.com/leaders/2002/10/03/the-meaning-of-lula

EM PORTUGUES: https://www.bbc.com/portuguese/reporterbbc/story/2006/09/060928_economist_brasil_dg.shtml

14/09/2009 – Brazil takes off (Brasil decola)

A economia brasileira está crescendo a uma taxa anualizada de 5% e deve ganhar mais velocidade nos próximos anos com as grandes descobertas de petróleo, aponta a publicação. “Sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, um ex-líder sindicalista que nasceu na pobreza, o governo tem se movido para reduzir as marcas das desigualdades.”

ORIGINAL: https://www.economist.com/news/leaders/14845197-now-risk-latin-americas-big-success-story-hubris-brazil-takes

PORTUGUES: https://economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-decola-e-pode-ser-a-5-economia-diz-economist,465559

SET/2013 – Has Brazil blown it? (O Brasil estragou tudo?)

Desde 2012, a publicação britânica já vem adotando tom mais cauteloso quando o assunto é o Brasil. As matérias dedicadas ao país chamam a atenção, entre outros fatos, a riscos políticos, elevados custos para fazer negócio e protecionismo no petróleo, o que afastaria investidores externos.

ORIGINAL: https://www.economist.com/leaders/2013/09/27/has-brazil-blown-it

PORTUGUÊS: https://www.valor.com.br/brasil/3284572/economist-critica-economia-brasileira

02/01/2016 – Brazil’s fall (A queda do Brasil)

A revista também classifica a corrupção na Petrobras como um “escândalo gigante de propinas” e ironiza as previsões de crescimento negativo da economia do país em 2016 (“até a Rússia, cheia de sanções e dependente do petróleo, deve fazer melhor”).

Ao citar os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), diz que o país poderia estar na “vanguarda das economias” emergentes. “Ao contrário disso, enfrenta disfunções políticas e talvez um retorno da inflação disparada”, afirma.

ORIGINAL: https://www.economist.com/news/leaders/21684779-disaster-looms-latin-americas-biggest-economy-brazils-fall

PORTUGUÊS: https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/12/1724425-capa-da-economist-preve-2016-desastroso-para-o-brasil-e-culpa-dilma.shtml?cmpid=facefolha

26/03/2016 – Time to go (Hora de ir)

“As dificuldades da presidente têm se aprofundado há meses”, diz o artigo, agregando que o escândalo de corrupção na Petrobras “implicou pessoas próximas a ela. Ela preside sobre uma economia na pior recessão desde os anos 1930, em grande parte por causa de erros que ela cometeu durante seu primeiro mandato. Sua fraqueza política deixou seu governo quase sem poder diante do aumento do desemprego e da queda do padrão de vida.”

ORIGINAL: https://www.economist.com/news/leaders/21695391-tarnished-president-should-now-resign-time-go

PORTUGUÊS: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160322_economist_pressreview_pai

21/04/2016 – The betrayal of Brazil (A traição do Brasil)

Após descrever a votação do impeachment na Câmara como um dos momentos “mais estranhos” da vida política nacional, a Economist diz que a “mancha de corrupção” está espalhada por muitos partidos brasileiros: “dos 21 deputados sob investigação no caso da Petrobras, 16 votaram pelo impeachment de Rousseff. Cerca de 60% dos congressistas enfrentam acusações de delito criminal”.

“O alarmante é que aqueles que estão trabalhando para sua saída (de Dilma) são, de muitas formas, piores do que ela”, segue a reportagem.

ORIGINAL: https://www.economist.com/news/leaders/21697226-dilma-rousseff-has-let-her-country-down-so-has-entire-political-class-great

PORTUGUÊS: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160421_economist_capa_if

22/09/2018 – Jair Bolsonaro, Latin America’s latest menace (Jair Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina)

“O senhor Bolsonaro seria uma adição particularmente desagradável ao clube. Ele vencendo poderia colocar em risco a democracia sobrevivente do maior país da América Latina”, diz o texto.

ORIGINAL: https://www.economist.com/node/21751272

PORTUGUÊS: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/noticia/2018/09/20/revista-the-economist-chama-bolsonaro-de-ameaca-da-america-latina.ghtml

BONUS

OUTUBRO DE 2014

 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateu firme na revista britânica “The Economist” por ter publicado, na edição desta semana, uma matéria apoiando a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB), adversário da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff. “Se não me bastasse a imprensa brasileira, vem a The Economist nesta semana. É um nome chique, não? Essa revista é a mais importante do sistema financeiro internacional, dos bancos, dos achacadores que dizem que são de investidores, mas que são exploradores. Pois bem. Qual é a resposta que temos que dar? Que o Aécio é candidato dos banqueiros, ótimo. A Dilma é candidata do povo brasileiro”, disparou durante um ato de campanha em Belo Horizonte (MG), neste sábado (18).

Lula também afirmou que a conta da crise não “será jogada por Dilma no bolso do trabalhador” e que “não vai ter banqueiro brasileiro ou estrangeiro dizendo em quem a gente vai votar. “A Dilma não vai jogar essa crise no bolso do trabalhador. Se os banqueiros criaram a crise, eles que resolvam. Não vai ter banqueiro brasileiro ou estrangeiro dizendo em quem a gente vai votar. Brasileiro não é gado que anda perdido, nós pensamos e tomamos decisão. Porque tanto ódio da Dilma, do militante do PT?”, questionou. Segundo ele, “tá cheio de gente com preconceito contra a Bolsa Família”.